sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mudanças e Escolhas


Tome muito cuidado com as escolhas que você faz. Não importa se você tem 12, 14, 16, 18, ou 80 anos. Uma escolha errada, pode ditar sua imagem para o resto da sua vida. Não importa quantas escolhas certas, quantas conquistas, e o quanto você evoluiu. As pessoas não te julgam pelos seus acertos, elas te julgam APENAS pelos seus erros
Saiba que as consequências, de TUDO o que você escolher, vão te assombrar para sempre. As escolhas erradas, são nossos momentos mais frágeis e mais vulneráveis, não é atoa que as pessoas preferem lembrar esses nossos momentos.
Quem nunca errou, que atire a primeira pedra. Ou melhor, que me mate apedrejada!
Pessoas, entendam que JULGAMENTO é a maior HIPOCRISIA do ser humano. Não sejam hipócritas. Até mesmo nos erros nós aprendemos, pois é daí que vem nossa maior chance de superação e aprendizado. 
Tenham um pouquinho mais de fé em vocês mesmos, e nas pessoas que os cercam, pois o mundo gira, amigos se vão, certezas se estilhaçam, relacionamentos acabam, mas o aprendizado FICA. As pessoas são capazes de mudar SIM.
Eu acredito na minha mudança interna, na minha luz, no meu amor, na minha consciência. Acredito nos meus erros! Por que então eu perderia a fé em todo o resto do mundo? 
Nós só não acreditamos naquilo que não somos capazes de fazer. E se você não é capaz de mudar, fique preocupado!
De maneira alguma, julgue as escolhas dos outros. Não é só porque você não tem força e coragem de errar e aprender, que a pessoa do seu lado também não tem.
Quando você acorda, o primeiro olhar é seu. Quando você ama, o coração acelerado é seu. Quando você morre, a passagem é sua. Somente você pode se julgar, e somente pode julgar a você mesmo, pois cada um sabe de si. Cada um sabe pelo que passou para chegar aqui, o resto é só opinião de fora. E a verdade é que nenhuma opinião é, realmente, válida quando se trata dos nossos erros.
Nossa experiência de vida é todo o tempo que tivemos para cometer esses erros e nossa capacidade de reconhecê-los e consertá-los. Não se prive de viver essa experiência e, muito menos, censure a experiência dos outros.

Mudança suave? Suave coisa nenhuma!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Competição

A vida começa e termina em competição. Desde o caminho ao óvulo a ser fecundado, até o espaço onde vamos descansar para sempre, no cemitério.

Não tenho nada contra competições. Aliás, acho que, em proporções equilibradas, são saudáveis. Motivadoras. Mas penso que grande parte do cansaço e dos desgastes aos quais nos submetemos diariamente, vem dessas incessantes competições.

Nós competimos o tempo todo, por tudo, com todos! Com nossos irmãos, pela atenção dos pais. Com nossos colegas de trabalho, por um elogio do chefe. Com os colegas da faculdade, por uma nota maior. Com nossos amigos, pelo interesse daquela pessoa bonita. Competimos com nossos parceiros, para estarmos por cima no relacionamento. Com nosso próprio ego, por uma imagem melhor. Uma hora cansa.

Eu cansei! Eu quero plenitude, quero reconhecimento, quero VIDA. Chega de pessoas torcendo pelo meu fracasso, chega de inveja, chega de olheiras, chega de válvulas de escape, chega de se apoiar em coisas superficiais, chega de olhares mentirosos e palavras vazias!

Temos que aceitar o fato de que não somos MELHORES do que ninguém. Temos o que acrescentar aos outros, e os outros tem o que acrescentar a nós. Apenas podemos ser melhores do que fomos ontem e cuidarmos das nossas questões individuais. Competirmos apenas com nosso espelho para a evolução ser constante e, a cada dia, transformarmos o mundo, começando por nós mesmos.

Se cada um for responsável por si, a competição desgastante e doentia por TUDO, não precisa existir.
Tente competir menos e viver mais, sem pensar se está sendo melhor que alguém, mas se está sendo melhor para você.


Competição suave? Suave coisa nenhuma!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Beba-me

(Dê play para melhor aproveitamento)

Quanto mais tarde ficava, mais se dava conta de que estava juntando as peças erradas de um quebra-cabeças que nem era seu. 
Ela se perguntava se agia de acordo com as suas vontades, ou apenas para ir contra as outras pessoas. 
Logo ela que se achava tão livre era, diariamente, assombrada pelas suas culpas. 
Olhou no relógio e ainda estava cedo. Mas quando se voltou para o espelho, ele dizia o contrário, provando que o relógio estava errado. E que não importava se o sol ainda estava nascendo. Pra ela, estava se pondo. 
Deveria ter vivido a vida inteira de acordo com aquilo que a disseram que seria bom?
 - "Pessoas bem intencionadas… Quem as inventou?" 
Ela preferia não estar sozinha naquele momento. Preferia um abraço, mesmo que vazio. Preferia um contato, mesmo que frio. 
Um breve momento de dúvida e fraqueza. Mas estava decidida. Não poderia ir contra sua própria liberdade, mas também não suportaria mais um minuto de velhice e solidão. 
Seu quarto estava todo arrumado, como há tempos não ficava. Doces brincadeiras de incentivo a rodeavam, com personagens, nos quais, sempre se inspirou. No teto, as estrelas lhe prometendo de que ela as faria sorrir. Na parede, uma pintura lhe provando que a Terra do Nunca, sempre esteve lá. E o incentivo definitivo, entre um coelho branco e um gato sorridente, um frasco, implorando, "beba-me". 
Em instantes as estrelas se apagaram no chão, sua Terra do Nunca não passava de um borrão. O coelho a fitava cada vez mais pálido, e como se a estivesse julgando. E o único que estava sorrindo, sádico, era o gato. Até mesmo seus heróis e fantasias se voltaram contra ela, no final. 
Quando caiu no chão, uma última dor. O espinho de uma rosa. E uma última certeza: os espinhos não protegem as rosas, tanto quanto gostaríamos, mas podem machucar quem não estiver preparado para todo o seu ego.


Bebida Suave? Suave Coisa Nenhuma!