sábado, 16 de março de 2013

Sentir e deixar partir.

C: Você ainda me ama?
A: A resposta vai afetar sua vida de algum jeito?
C: Não, só estou curioso.
A: Então espero que a incerteza e a dúvida afetem.

sábado, 2 de março de 2013

Ainda não inventaram outro nome pra saudade

(dê play para melhor aproveitamento)


Aqueles dias que parece que você não vai conseguir cumprir sua promessa de distância. Que parece que seu coração vai explodir seu corpo de tanta saudade. Que você tem que se trancar dentro do seu quarto sem telefone para não ligar e pedir, por favor, para não te deixarem sair sozinha de casa, caso contrário, você dá um jeito de chegar até a casa dele, por mais longe que seja.

Ela acordou se sentindo assim hoje, incompleta. Não importa quantos passeios divertidos ela tenha para fazer com seus amigos, quantas risadas eles darão juntos, quantas horas ela conseguirá se manter distraída, porque ela sabe que a noite vai voltar pra casa sozinha, deitar sozinha, sem nenhuma mensagem de boa noite, sem nenhuma ligação perdida, sem ninguém pra dizer o quanto o seu sorriso ilumina o mundo.

Ao que ficou. Ela então se agarra todos os dias ao que ficou. Fotos, cartas, mensagens guardadas, lembranças de dias incríveis, lembranças do toque, do cheiro, do calor, do que sobrou do seu amor.
Ela vai pro mundo, ela vive sua vida, se entope de lugares e pessoas e, ainda assim, se sente sozinha. Como se todos tivessem perdido o encanto, como se nenhum lugar fosse confortável, nenhuma conversa fosse interessante. “Por que?” – se pergunta. Porque, minha linda, nenhum desses lugares é o abraço dele e ele não é nenhuma dessas pessoas.

Dia após dia ela luta contra seus sentimentos e suas vontades. Dia após dia ela esconde suas lágrimas com largos sorrisos. Dia após dia ela esgota suas forças se privando de ser aquilo que é: Entrega. Amor. Verdade. Saudade.

Um coração que já foi completo, já foi inteiro, está mais uma vez em pedaços. Um coração que dói, que sofre e chora em silêncio, se sacrificando para não sufocar o coração dele. Então ela descobriu mais uma verdade sobre o amor: quando se ama, seu coração não se importa de doer, se for pra fazer o outro coração sorrir e ficar em paz.

"Fique em paz, meu amor e volte quando der. E se não der, não volte, mas deixe-me saber se você está feliz. Eu te amo." - escreveu numa carta que não foi feita para ser entregue. E ao dobrar o papel e guardar a carta, foi vestir suas roupas e se preparar para mais um dia de luta, de sorrisos, lugares cheios e falso bem estar.