Há quase um ano atrás, criei este blog, num momento de
crise, para poder desabafar sentimentos, pensamentos, opiniões, contar
histórias sobre meus dias felizes e os tristes também. Para dar conselhos a mim
mesma, pra tentar fazer arte com tudo isso que guardo dentro de mim.
Hoje parei para ler os textos que aqui foram escritos, parei
pra ler os clichês que sempre fazem muito sentido... Aqueles, tipo “um dia você
aprende”, “quando me amei de verdade”, etc. E fiquei pensando quantas coisas eu
já aprendi comigo mesma, quantas vezes eu já li e escrevi sobre dores, saudade,
liberdade, medos, e AMOR. Amores não correspondidos, amores enfraquecidos,
amores de outras vidas, amores de uma noite. E como ainda assim, apesar de ter
colocado tudo pra fora, apesar dos meus conselhos serem perfeitos pras minhas
situações, eu não consigo segui-los. Ainda assim, ainda hoje, eu choro na
noite, sem salto e borro minha maquiagem, como descrevi no texto “Traste e contraste”. Apesar de saber que tudo passa, tudo enfraquece, como dito no “Uma outra verdade sobre o amor”, eu me deixo abalar e deixo passar momentos e
pessoas incríveis, por me prender ao passado. Apesar da minha vontade, o tal
dia que falei no “Um dia”, nunca chega.
Mesmo com tudo o que já passei, mesmo provando pra mim mesma
que um dia tudo melhora, ainda não consigo passar despercebida pelas lembranças
que me cercam. Eu não consigo ouvir a nossa música na balada sem meu coração
apertar. Eu não consigo vê-lo com outra sem ter vontade de chorar. Eu não
consigo aceitar um abraço de um braço só. Eu não sei suportar um oi de longe.
Eu não sei. Fracassei nessas tarefas. Mas, em compensação, fui bem sucedida em
outras. Eu já consigo vê-lo e me manter no eixo, eu já consigo ficar com outras
pessoas no mesmo ambiente que ele está, eu consigo me contentar com a presença
dos meus amigos, eu sei me divertir mesmo que ele esteja me olhando feio. E aí
percebi que vai ser sempre assim. Que existe um ciclo: Se apaixonar, ser feliz,
curtir, se entregar, sofrer, ter saudade, doer, sofrer, superar, lembrar,
sofrer... Até você encontrar outra pessoa pra começar um novo ciclo. E isso vai
se repetir pra sempre, até surgir alguém que se entregue como você se entregou
e que não vá embora. Que você não tenha que sofrer a dor de uma despedida, de
uma saudade, de uma frustração.
Mesmo esse ciclo sendo cansativo, dolorido, ele é o que te
faz crescer, te faz ser forte, te faz aprender o que pode e o que não pode.
Porque todas as vezes que me entreguei a alguém, eu permiti que essa pessoa
entrasse de verdade na minha vida. Eu permiti que ele me ensinasse coisas
novas, eu aprendi a ter outros gostos, comecei a gostar de outras músicas,
outras paisagens, e o que foi nosso, as coisas boas, serão sempre nossas. E SÓ
nossas. Por mais que outra pessoa faça a mesma piada, ou goste do mesmo tipo de
carro. Todas essas pessoas que puderam entrar na minha vida e partiram depois,
deixaram heranças valiosíssimas que guardarei pra sempre com todo o amor e
carinho que possa existir dentro de mim. E espero que tenham levado algo de mim
com elas também.
Eu sou assim. Muito amor. Escolha minha e vou vivendo com as
consequências. Tenho dias bons, dias MUITO bons, assim como dias ruins e dias
MUITO ruins. Nunca ouvi falar de alguém que tenha morrido por amor. Mas viver
por isso, me parece um jeito bem digno de se levar a vida. E continuarei assim,
com vários ciclos, vários altos e baixos, porque acima de tudo eu não serei
jamais desacreditada. Eu sei que um dia a hora certa chega, a pessoa certa
chega. Enquanto isso, estarei treinando pra errar cada vez menos, para ser cada
vez maior, melhor e mais forte.
Pedro Quintella, uma vez disse: “’Deixar ir’, não significa
desistir, mas sim aceitar que há coisas que não podem ser”. Então vá, pois por
mais que me doa ainda, um dia vai passar e eu precisarei de espaço para coisas
que PODEM ser.
Texto muito bonito e sincero! Era o que eu precisava ler no momento, me identifiquei em muitas coisas... alias, dificil quem nao se identificar.
ResponderExcluirNao suporto o fato desses ciclos acabarem com um "oi de longe"...Cansei desses ciclos ja, quero uma reta com ponto final! hahaha
Beijos
Olá Marcela.
ResponderExcluirÉ...pelo visto vc se tornou uma mulher, não menos ranhenta e chorona do que era quando brincávamos lá na Dona Isaura aqui em Bauru.
E isso não é algo ruim. Não necessariamente.
Você escreve bem, e de maneira bem clara. E a música, certamente, foi arrematadora.
Compartilho de quase tudo o que vc escreveu, e inclusive, ontem ou antes de ontem postei um "let it be" no meu facebook...fruto de demônios em minha cabeça por causa de um coração partido há pouco mais de um mês (o meu, no caso).
Ainda bem que nos apaixonamos, não é verdade?
Ter o coração partido e ficar encanado com isso dias, semanas, meses e até anos (acredite, fiquei ANOS - no plural - mal por causa de uma ex) são riscos do jogo.
Ainda bem que não somos máquinas, e com isso somos capazes de escrever textos, poemas, músicas, que demonstram nosso amor e sofrimento, simbolizando essa arte que é a vida.
Quando estiver na bad, ouça um Rolling Stones, e say a little prayer pra quem te fez/faz sofrer, pq o mundo é feito de energia, e quanto mais energia positiva vc tem ou deseja a alguém, mais isso volta a você.
Um beijão
Falou tudo brother...
ExcluirOuvi dizer que quem deixa ir tem pra sempre Yellow...
ResponderExcluirÉ aquela coisa: "faça o que eu digo, mas será que eu consigo fazer o que eu digo?".
ResponderExcluirIsso tudo que você tá passando, eu não sei ao certo o que é, mas posso imaginar. Comigo também aconteceu. Essa dor que você cita durou um ano. Eu era novo, tinha 20 anos e se encerrou aos 21. E de fato, quando eu conheci outra, essa dor foi contida.
Dentro desse ciclo aconteceram mais vezes, só que olha a vantagem: todas elas com bem menos força, todas se tornaram fichinha perto dessa primeira.
Como dizem que o que não te mata, fortalece, tenha certeza que tudo isso que vc tá vivendo hoje, vai te criar uma estrutura tão forte, que vc vai agradecer no futuro. Vai poder se entregar a uma relação sem medo de ser feliz, e se tiver que superar tudo de novo, vai tirar de letra...
Obs: gostei novamente da trilha sonora.
Parabéns!
666 13 - Mimi Teles Vereadora - confirma.
ResponderExcluirVotei!
Hahahahaha você não existe!
ExcluirMinha mãe cresceu, evoluiu e com toda certeza do mundo deixou os clichês de lado para escrever verdades. <3
ResponderExcluirTe amo, filho! Obrigada pelo carinho <3
ExcluirFoda!
ResponderExcluirNuss Mimi, adorei suas sinceras palavras, continue assim, viva o amor, desfrute a vida com essa emoção de sempre! Mesmo com seus ciclos altos e baixos, sem duvidas vc vai ser mt mais feliz, que qualquer um que resolva levar uma vida pacata e cheia de regras!.. Te amo amigahh! =)
ResponderExcluirCarai mimi, sempre muito boa com as palavras hein! Gostei muito desse texto, achei o penultimo paragrafo digno de um abraco, um beijo e bora pra rua encontrar a felicidade!! Te espero por aqui pra fazermos um role e bebemorar essa felicidade! ;)
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